Aceito o que me vem, de bom grado
Essa fome, essa falta
Essa cheiura que transborda
Esse amor, esse acalanto
Essa prenda que me cora
Aceito a pausa e a doçura
Dos olhos dele nos meus
A ausencia de tudo
De um outro
Dos passos que nao dei
Aceito os sonhos que ainda nao tive
E essa imensidao de abismos
que desde sempre colecionei
domingo, 8 de junho de 2014
domingo, 20 de abril de 2014
Calamidade
não devia ser permitido
vir de uma vez
isso de sentir, ou de chover
coração da gente
não aguenta enxurrada
vir de uma vez
isso de sentir, ou de chover
coração da gente
não aguenta enxurrada
quarta-feira, 17 de julho de 2013
estamos nos despedindo, a cada encontro eu perco algo
estou demasiado triste pra me importar, e perco além.
ouço um zumbido estranho e choro escondida
estou sem paz
onde estariam agora teus beijos?
quão longe dos meus portos fico?
teu sussurro onde soa?
meu vício do teu peito
não é saúde
não minto, enlouqueço
perdi a fé por alguns dias
a falta dela é irremediável
eu morri, como um peixe, mais uma vez
e ninguém sentiu o cheiro do cadáver
putrefato cotidiano
há dores e náuseas me parasitando
por mais que eu sorria
e lavo os labios com desinfetante
estou demasiado triste pra me importar, e perco além.
ouço um zumbido estranho e choro escondida
estou sem paz
onde estariam agora teus beijos?
quão longe dos meus portos fico?
teu sussurro onde soa?
meu vício do teu peito
não é saúde
não minto, enlouqueço
perdi a fé por alguns dias
a falta dela é irremediável
eu morri, como um peixe, mais uma vez
e ninguém sentiu o cheiro do cadáver
putrefato cotidiano
há dores e náuseas me parasitando
por mais que eu sorria
e lavo os labios com desinfetante
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Carnavalia
Carnaval me anoiteceu
com seus confetes pisados feito estrelas cadentes sem pedido
feito marcha triste, samba-canção
feito amor demais sem ilusão
Carnaval me anoiteceu num cotidiano simplista
operário nos sonhos alheios
noite alta
adormece folia!
Retorna vida na gente,
Habito demasiado os dias
com seus confetes pisados feito estrelas cadentes sem pedido
feito marcha triste, samba-canção
feito amor demais sem ilusão
Carnaval me anoiteceu num cotidiano simplista
operário nos sonhos alheios
noite alta
adormece folia!
Retorna vida na gente,
Habito demasiado os dias
sábado, 2 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
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