domingo, 8 de junho de 2014

Aceito o que me vem, de bom grado
Essa fome, essa falta
Essa cheiura que transborda
Esse amor, esse acalanto
Essa prenda que me cora
Aceito a pausa e a doçura
Dos olhos dele nos meus
A ausencia de tudo
De um outro
Dos passos que nao dei
Aceito os sonhos que ainda nao tive
E essa imensidao de abismos
que desde sempre colecionei
Se no meu sonho ele vem
Alado, nariz de palhaço
Pirata ladrao com flores na mao
Quem vai ter coragem de dizer
que meu sonho é vão?
30 ciclones Dionisio, derrubaram e construiram mundos em mim
És quimera, Dionísio, Dulcinéa 
És paixão, dolorosa, singela
És delirio meu, és cólera, és festa
És nada sem meu invento
És meu intento
És cosmo
Ilusão
na menina dos meus olhos tinha um desenho
que eu nunca entendi o que
ate te ter nos braços 
e ver que o desenho era voce
precipício maior
é a palavra custosa
entre meu o labio e o teu

domingo, 20 de abril de 2014

Calamidade

não devia ser permitido
vir de uma vez
isso de sentir, ou de chover
coração da gente
não aguenta enxurrada

quarta-feira, 17 de julho de 2013

estamos nos despedindo, a cada encontro eu perco algo
estou demasiado triste pra me importar, e perco além.
ouço um zumbido estranho e choro escondida
estou sem paz
onde estariam agora teus beijos?
quão longe dos meus portos fico?
teu sussurro onde soa?
meu vício do teu peito
não é saúde
não minto, enlouqueço
perdi a fé por alguns dias
a falta dela é irremediável
eu morri, como um peixe, mais uma vez
e ninguém sentiu o cheiro do cadáver
putrefato cotidiano
há dores e náuseas me parasitando
por mais que eu sorria
e lavo os labios com desinfetante

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Carnavalia

Carnaval me anoiteceu
com seus confetes pisados feito estrelas cadentes sem pedido
feito marcha triste, samba-canção
feito amor demais sem ilusão
Carnaval me anoiteceu num cotidiano simplista
operário nos sonhos alheios
noite alta
adormece folia!
Retorna vida na gente,
Habito demasiado os dias

sábado, 2 de fevereiro de 2013


Fiz das mãos conchas

Escorrestes por mim

Fiz da paixão água

Saudade...

mar que não tem fim

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Tocata

Ver-te com dedos
Palmas
Mãos
Verter-me então