Quem conterá a nascente
dos vazios que me brotam
escondidos, escorrendo
pelas pedras medrosas
dos meus descaminhos
Quem iluminaria
minhas noites sombrias
com feixes reluzentes
de esperanças mesmo que vãs
Quem faria soar as cordas
ventar as saias
tocar a pele com a brisa
desaguar
Quem traria a calmaria
para ceiar em minha mesa
e se instalar como em vigília
ouvindo ternos acordes
Em que findaria a demanda
destas horas inférteis
de afeto devoluto
dos meus tacanhos dias
Quem me crucificaria
posto que morro e ressucito
pela redenção dos meus demônios
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