Dá-me
teu querer assombrado
desarma
os botes
Fiquemos
calados
Descança
teu olhar trêmulo
em
meu desejo ávido
Deixemos
que caiam as folhas
atrasadas
do outono passado
O
tempo é ainda menino
correndo
ansioso dos passos
Eu
ouço a teu lado o apito
Acima
dos trilhos sejamos alados
Dá-me
tuas mãos ingênuas
para
voarmos sobre as cidades
Vejamos
juntos no horizonte marítimo
cada
signo da linguagem
Deixa-me
estar entre
o
bemol e o sustenido
Do
teu receio acalentado.
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