não devia ser permitido
vir de uma vez
isso de sentir, ou de chover
coração da gente
não aguenta enxurrada
domingo, 20 de abril de 2014
quarta-feira, 17 de julho de 2013
estamos nos despedindo, a cada encontro eu perco algo
estou demasiado triste pra me importar, e perco além.
ouço um zumbido estranho e choro escondida
estou sem paz
onde estariam agora teus beijos?
quão longe dos meus portos fico?
teu sussurro onde soa?
meu vício do teu peito
não é saúde
não minto, enlouqueço
perdi a fé por alguns dias
a falta dela é irremediável
eu morri, como um peixe, mais uma vez
e ninguém sentiu o cheiro do cadáver
putrefato cotidiano
há dores e náuseas me parasitando
por mais que eu sorria
e lavo os labios com desinfetante
estou demasiado triste pra me importar, e perco além.
ouço um zumbido estranho e choro escondida
estou sem paz
onde estariam agora teus beijos?
quão longe dos meus portos fico?
teu sussurro onde soa?
meu vício do teu peito
não é saúde
não minto, enlouqueço
perdi a fé por alguns dias
a falta dela é irremediável
eu morri, como um peixe, mais uma vez
e ninguém sentiu o cheiro do cadáver
putrefato cotidiano
há dores e náuseas me parasitando
por mais que eu sorria
e lavo os labios com desinfetante
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Carnavalia
Carnaval me anoiteceu
com seus confetes pisados feito estrelas cadentes sem pedido
feito marcha triste, samba-canção
feito amor demais sem ilusão
Carnaval me anoiteceu num cotidiano simplista
operário nos sonhos alheios
noite alta
adormece folia!
Retorna vida na gente,
Habito demasiado os dias
com seus confetes pisados feito estrelas cadentes sem pedido
feito marcha triste, samba-canção
feito amor demais sem ilusão
Carnaval me anoiteceu num cotidiano simplista
operário nos sonhos alheios
noite alta
adormece folia!
Retorna vida na gente,
Habito demasiado os dias
sábado, 2 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
O véio e o menino
E ocê vai ver, seu moço novo,
que a coisa mais triste do mundo,
quando a gente vai ficando
com mais primaveras vividas,
é que a gente perde
essa coisa tão boa
de se encantar
e que,
quando a gente, se encanta
mesmo depois de tantos encantos
é como se a gente quisesse ter
uma fome de vida
que num tem mais !
É gula!
Paixão, depois de um tempo, é gula de vida !
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Dá-me
teu querer assombrado
desarma
os botes
Fiquemos
calados
Descança
teu olhar trêmulo
em
meu desejo ávido
Deixemos
que caiam as folhas
atrasadas
do outono passado
O
tempo é ainda menino
correndo
ansioso dos passos
Eu
ouço a teu lado o apito
Acima
dos trilhos sejamos alados
Dá-me
tuas mãos ingênuas
para
voarmos sobre as cidades
Vejamos
juntos no horizonte marítimo
cada
signo da linguagem
Deixa-me
estar entre
o
bemol e o sustenido
Do
teu receio acalentado.
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Busca
Quem conterá a nascente
dos vazios que me brotam
escondidos, escorrendo
pelas pedras medrosas
dos meus descaminhos
Quem iluminaria
minhas noites sombrias
com feixes reluzentes
de esperanças mesmo que vãs
Quem faria soar as cordas
ventar as saias
tocar a pele com a brisa
desaguar
Quem traria a calmaria
para ceiar em minha mesa
e se instalar como em vigília
ouvindo ternos acordes
Em que findaria a demanda
destas horas inférteis
de afeto devoluto
dos meus tacanhos dias
Quem me crucificaria
posto que morro e ressucito
pela redenção dos meus demônios
dos vazios que me brotam
escondidos, escorrendo
pelas pedras medrosas
dos meus descaminhos
Quem iluminaria
minhas noites sombrias
com feixes reluzentes
de esperanças mesmo que vãs
Quem faria soar as cordas
ventar as saias
tocar a pele com a brisa
desaguar
Quem traria a calmaria
para ceiar em minha mesa
e se instalar como em vigília
ouvindo ternos acordes
Em que findaria a demanda
destas horas inférteis
de afeto devoluto
dos meus tacanhos dias
Quem me crucificaria
posto que morro e ressucito
pela redenção dos meus demônios
domingo, 4 de novembro de 2012
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Cantiga de Ninar
querido meu
sonho hoje que flutuaremos contentes
sobre o mar de saudades
até que elas findem sem dor.
depois nos amaremos em memória
e acordaremos repletos
por mantermo-nos de medos livre
por querermo-nos sem pudor
sonho hoje que flutuaremos contentes
sobre o mar de saudades
até que elas findem sem dor.
depois nos amaremos em memória
e acordaremos repletos
por mantermo-nos de medos livre
por querermo-nos sem pudor
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