Se
você me viu por aí
bradando
arrogante urro
não
tome por real presunção
mas
fora de mim são todos tão gigantes
que
às vezes é preciso gritar para se fazer ouvir
para
não se deixar pisar
Se
você me viu por aí
correndo
como os loucos em seus quartos
não
tome por insano frenesi
mas
sobreviver ao efêmero instante
desespera
quem não se viu ainda
grafada
numa subcamada
da
pele do outro
recém
tocada
Creia,
meu
real veneno existe
só
não há prontidão
nesses
tempos de medo do escuro
de
solidão cortante e dolorosa
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