De
volta ao antigo percurso
as
pedras amareladas no chão
datam
a idade da estrada
Me
despedi dele quando tomei o bonde,
me
sentei na beira mas paguei a passagem.
O
bonde ia no compasso choroso
e
os sobrados começaram a retomar suas cores
cores
de tempo
Houve
que até o instante do adeus
as
coisas eram de nuanças cinzas
como
as pausas...
fluorescentes
e
eram belas
e
eram poesia
e
eram tristes
e
eram de alegria
Houve
que o adeus
é
nada mais que parte do caminho
e
que eu o obedeço
Me
dizes
Caminhe
e
não saio ilesa da trilha
Nunca
saio ilesa
porque
se saísse
não
estaria em movimento
Se
sou, como de fato sou
Água
de mar
Imensa
Nunca,
de todo, estou estagnada
Houve
que o suicídio
ainda
era a opção mais sensata
no
momento em que o bonde flutuava;
e
eu flutuando acima dele
e
outro ele aquém
e
outros eus além
Houve
simplesmente
que
nossos caminhos
perdidos
não
se cruzaram mais
Busquei
ao redor -
sozinha
-
Calcei
asas
despi-me
dos sapatos
e
de alma nua
lancei-me
à morte
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