Desperta meu corpo
pulsante
Enquanto lenta
rompe a aurora
Singelo pássaro me
observa
Inclina lateral
Seu bico ansioso
E me invade
Percorro o bosque
fresco
Ao som dos
murmúrios
E acordes de cordas
Galhos e folhas se
abrem para passagem da luz
Sublime altar
iluminado
O vento balança a
cúpula das arvores
E as folhas secas
deslizam em dó maior
Orquestra no meu
peito
Em mim também
acontecem coisas
Coisas de cores
Sentimentos sutis
Vencem vaidades
A vida é boa
Como o prazer dos
cabelos movidos lentos
pela brisa através
do rosto
tranqüila alegria
sorri em mim
e vislumbro a
crença na felicidade
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