Respeitem
meus poucos cabelos brancos
são
neles que eu conto o tempo
Respeitem
meu compasso ralentado
os
meus dias não duram o mesmo que os teus
Respeitem
a minha voz
ela
é a única que me cala por dentro
Respeitem
a marca do meu sorriso
e
o desenho do meu choro
talhados
no rosto antigo
Cada
riso anunciou um grito
e
cada lagrima germinou meu solo
Respeitem
meu mal-estar
sou
prisioneira dele, não convidada
Dês
- respeitem meus versos
e
me provem se há outro modo de vida
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