domingo, 9 de setembro de 2012

Revolta


Abre essa porta e me encara

Anda!

Couraça pré-moldada

Sobe às alturas pra alcançar meu chão

Faz seus esgarranchos ocos

Primeiro doçura e orgasmos

Rimas batidas em neve por último

Espumas...

Receita do seu amor barato

Arquiteto de palavras

Não é poeta

Não é nada

Segue seus ídolos

Sádicos

Os três reis magos

Esmurra a tampa do pote de fel

E saliva

Quis me deixar culpada

Quer me enlouquecer

Pra que tanta dedicação à maldade

Se eu nem existo em você

Abre a porta desse peito

Em amor não há contrato desfeito

Meu tempo vai o seu te encontra

A vida ainda te cobra as contas

Diz o ditado e eu aguardo

Um dia é o da caça

Outro é do caçador

Se eu me perdi nesse enredo

É que eu tenho alma de poeta

Não de jogador

Fim de partida, é sua a vitória

Meu troféu é o desamparo

Tua sina é o desamor


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