domingo, 9 de setembro de 2012

Quando as garras lhe escapam das mangas




Novos versos me surgem na noite úmida...

Onde estarão os transeuntes enquanto o chão se encharca?

Vê? Há um fio de delicadeza escorrendo em seus lábios...

Vê! Não se faça de malograda

Não venha gritar seus ruídos de fera!!!

Respeita meu ninho !

Nossos desesperos não são parentes.

Os olhos que visitam meu peito são cristalinos

Os seus me metem medo.

Aqui somos os mesmos quando cai a lua ou rompe o dia

Somos iguais aqui

mesmo mesquinhos, mesmo rançosos,

Mesmo humanos... com o orgulho de sê-lo.

Estamos em cio... de vida

De risos, e lágrimas claras de nascentes.

O que fez que lhes escapassem as garras?

Aponte-as a quem quiser.

Aqui somos os mesmos quando cai a lua ou rompe o dia

Somos jardim e cada pétala desse equilíbrio é muito sutil.

Vê... não é a primeira vez que lhe escapam as unhas ferinas

Te arrepende... reflete...



Senão em que pernas vais ronronar

quando acabar o pouco afeto que lhe cabe?

Estariam todas as pernas tão insanas

A ponto de esconder-se acima de teus pelos

E de tua curva coluna sem ensejo?

Mira teu norte à colheita

O plantio se dá em gentileza

E espera, que a tua pressa tem agora

Menos valia

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