Novos versos me
surgem na noite úmida...
Onde estarão os
transeuntes enquanto o chão se encharca?
Vê? Há um fio de
delicadeza escorrendo em seus lábios...
Vê! Não se faça
de malograda
Não venha gritar
seus ruídos de fera!!!
Respeita meu ninho
!
Nossos desesperos
não são parentes.
Os olhos que
visitam meu peito são cristalinos
Os seus me metem
medo.
Aqui somos os
mesmos quando cai a lua ou rompe o dia
Somos iguais aqui
mesmo mesquinhos,
mesmo rançosos,
Mesmo humanos...
com o orgulho de sê-lo.
Estamos em cio...
de vida
De risos, e
lágrimas claras de nascentes.
O que fez que lhes
escapassem as garras?
Aponte-as a quem
quiser.
Aqui somos os
mesmos quando cai a lua ou rompe o dia
Somos jardim e cada
pétala desse equilíbrio é muito sutil.
Vê... não é a
primeira vez que lhe escapam as unhas ferinas
Te arrepende...
reflete...
Senão em que
pernas vais ronronar
quando acabar o
pouco afeto que lhe cabe?
Estariam todas as
pernas tão insanas
A ponto de
esconder-se acima de teus pelos
E de tua curva
coluna sem ensejo?
Mira teu norte à
colheita
O plantio se dá em
gentileza
E espera, que a tua
pressa tem agora
Menos
valia
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