domingo, 9 de setembro de 2012





reencontro nos guardados a velha colcha de crochê por terminar

revejo as cores que havia escolhido em tempos idos

pensando que cores agora combinar?

não sei se termino ou se desmonto

se faço mil toquinhas de bebê

as partes de mim quando se encontram

não se servem mais

versos soltos... sem destino

nas noites insones sozinhas

colho cravos amarelos pra enfeitar o frio das montanhas

paradoxais sentimentos

a escrita inconsciente enquanto a idade pesa nas costas

"as raízes na marquise... eu tenho mais de vinte anos"

e a busca incessante

sem planos

plaino  vôo livre

qual queda

lagrima psicodélica

e a alegria do mundo me irrita

não me deixo ouvir as risadas alheias

fervo-as em puro rancor

me digo

qual o quê?

me pinto

estampado sorriso superficial

enquanto chora o ventre

enquanto sou mortal 

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