Chove
fraco além das janelas
E
miro imponente perfil
E
me assombro
Quais
criaturas surgirão hoje
Da
inventiva memória?
Tudo
que no silêncio se cria
tem
certo gosto de medo escondido
em
outros temperos
em
outros saudosismos
Mas
afago meu vazio
enquanto sonho
prevendo
o último suspiro
Eis
que me arrebata,
de
seda branca,
a
esperança
E
a deusa me pega no colo
me
cobre, sutil
e
flutuante na chuva
me
mantém quente
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